Syntek está de volta


Ele queria se reinventar e voltar às suas raizes e para isso tirou a poeira de seus velhos teclados e sintetizadores e os usou para gravar os sons eletrônicos de Syntek + Syntek, o novo disco do mexicano Aleks Syntek que  já está a venda.

“Tinha minhas coisas dos anos 80, meus sintetizadores, meus teclados analógicos, muitos de clássicos de coleção, tirei a poeira deles e também fui em lojas de instrumentos musicais antigos”, disse o artista em uma coletiva de imprensa na capital mexicana.

Com eles, experimentando seus sons, “de maneira muito artesanal” começou a trabalhar como faziam seus ídolos do final dos anos 70, grupos da new wave como Depeche Mode ou Tears For Fears, precursores dos sons eletrônicos.

” Aprendí muito deles empíricamente, do uso das combinações de sons e das mixagens, de como conseguir que o som eletrônico se torne um som emocional, sentimental e não um som frío e robótico”, explicou o mexicano.

Com mais de vinte anos no mundo da música, com 43 anos Syntek começa outra etapa com uma nova gravadora (Sony Music), um novo empresário e novo visual, “praticamente uma mudança de pele”.

“Nesta etapa e neste disco tem sido a reinvenção mais radical que já fiz e tem a ver com voltar à raiz de tudo que me motivou no começo”, a música, assegurou o artista, quien adicionou que este álbum é o “mais Syntek” que já lançou em sua carreira e que sente mais seu, com sua essência.

O cantor está convencido de que a longa duração de sua carreira se deve ao fato de que ele se reinventa constantemente em cada um de seus trabalhos.

“Nunca me senti comodo com em me repetir, sempre estou buscando a maneira de que o público não adivinhe o que vai acontecer comigo, nem eu mesmo, ser imprevisivel comigo mesmo também tem sido importante”, disse o artista que popularizou músicas como Sexo, pudor y lágrimas Duele el amor.

Syntek + Syntek, cujo o single La tormenta está há varias semanas tocando  nas radios, tem 12 canções nas quais fez letras que fossem  “não rebuscada, mas um pouco mais sofisticada do normal que o pop te oferece”.

“O público crítico está mais preocupado porque o pop se converteu em letras faceis e muito previsiveis, porque eu não me considero que eu seja alguém de pudesse pudiera escrever livros de poesía, trato de dar filosofía ao assunto”, contou o músico.

Há tres participações especiais no álbum, as mexicanas Sofi Mayen, Pambo e Madame Recamier e uma com a cantora espanhola Malú. “Me sinto bem cômodo cantando com mulheres, gosto de como a voz feminina combina com a minha”, disse.

Com seu sexto álbum de estudio como cantor solo, Syntek se vê como um homem familiar que gosta de “explorar, experimentar”, errar e seguir aprendendo no caminho.

“Para mim é mais fácil que para um artista que está começando, mas tem que seguir cuidando e trabalhando para não perder o frescor e ser um artista espontâneo e que o público goste”, comentou.

Seu sonho, chegar a seus últimos días de existencia fazendo canções novas e que o enterrem, no lugar de um caixão, em uma caixa de sintetizador ou de piano.

Veja o clipe de La Tormenta:

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