Latinidade Entrevista: Manoel Poladian

São mais de 26.000 shows realizados com artistas internacionais – como Liza Minnelli, James Taylor, Miles Davis, Sting, Tina Turner, David Bowie, Sarah Vaughn. Johnny Rivers, Deep Purple, Massive Attack, Andréa Bocelli, Plácido Domingo – e nacionais – como Rita Lee, Gal Costa, Simone, Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Elis Regina, Ney Matogrosso, Jorge Benjor, RPM, Titãs, Capital Inicial e Roberto Carlos.

Capitaneada pelo advogado, empresário e produtor Manoel Poladian, a empresa teve seu embrião no 1° Festival da Balança – realizado em setembro de 1961 e precursor dos Festivais de Bossa Nova, idealizado e produzido por Poladian. Seu pioneirismo levou a empresa a realizar o primeiro grande show em estádios no Brasil.

Com sede em São Paulo e parceiros em todo o Brasil e América Latina, a Poladian Produções tem em seu casting exclusivo Andre Rieu, Yanni, Julio Iglesias, Il Volo, Richard Clayderman, Charles Aznavour, Dionne Warwick, Rod Hanna e Uma Noite em Buenos Aires. Também idealizou e realiza no Brasil o Internacional Magic Festival.

Abaixo a entrevista que fiz com o produtor:

Há interesse em trazer mais artistas latinos ao Brasil? Já que trabalha com Uma Noite em Buenos Aires e Il Volo que são sucesso de público no país.

MP: Prefiro sempre os que podem ser sucesso ou que o publico quer ver, o interesse em apresentar novidades de qualidade sempre existirá, pois os desafios são a razão de estarmos trabalhando, mas não necessariamente latinos, sim excelentes atrações de qualidade , ou seja, que acrescentem com boa musica.

– como vê o meio de produção de shows atualmente?

MP: Complicadíssimo por falta de Teatros ou Casas de espetáculos decentes.

Além de Júlio Iglesias com quais outros latinos trabalhou?

MP: Sarita Montiel, Les Luthiers, Paco de Lucia, todos os grandes nomes da Argentina de Piazolla, Mariano Mores, Sexteto tango, Mercedes Sosa até o melhor da atualidade no mundo – maestro Carlos Buono –recorde de acessos em tango no You Tube, com Andre Rieu e solistas com as orquestras Sinfonicas de Berlim, Scala de Milão, entre outras.

Como vê a evolução dos locais apropriados para shows?

MP: Uma vergonha nacional- defeitos de acústica, falta de respeito com o publico, facilidades ridículas, teatros em que os banheiros ficam somente no terceiro andar, estacionamentos com preços elevados na hora dos espetaculos , ….pontos cegos na plateia, terceirissimo mundo , é o que temos para hoje.

Vemos iniciativas isoladas em trazer artistas latinos, grandes turnês passam pela América latina e o Brasil fica de fora da rota. Com sua experiência na área, o senhor acha que há preconceito do brasileiro pelas musicas em espanhol?

MP: Os brasileiros amam a boa musica, não existe esta homofobia de Frances, inglês, alemão, espanhol – vejam o sucesso de PIAF! O SHOW lotação esgotada com o publico aplaudindo em pé!!!!.mas, Luis Miguel que é amado por todas as mulheres , tem seu custo impraticável nas medíocres instalações para realização de espetáculos do Brasil, onde com capacidade e qualidade para mais espectadores os ingressos teriam preços acessíveis, e tudo seria viável, mas constroem Teatros com 20% de pontos cegos, usam os incentivos fiscais para economizar impostos construindo mini teatros sem utilidade pratica e objetiva. A maior casa de espetáculos de São Paulo tem acústica discutível e mais de 1.000 lugares a 70 metros do palco,20 metros de altura, ou seja como se voce estivesse no quinto andar de um prédio olhando o que se passa no térreo… Um dia chegaremos ao respeito pelo publico brasileiro.

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