“Denunciamos letras sexistas que consumimos”, diz Pablo Alborán sobre a indústria musical

A música ligada a causas sociais está cada vez mais em evidencia e vários artistas tem se posicionado e unido milhares de pessoas em prol da sociedade. Não é de hoje que o feminismo está em pauta e a música está mostrando a força das mulheres no meio.

Em entrevista a Clarín, o cantor espanhol Pablo Alborán falou sobre essa a mudança na indústria musical.

 “Na música, sinto que tudo precisa estar envolvido em uma cultura e um sentimento. Eu acho que você pode viver e entender uma música de maneira contextual, isolada, poética e de muitas outras maneiras. E também é importante que sejamos sensíveis e conscientes. No meu caso, sou contra qualquer carta que denigre a mulher. Não posso aceitar uma música que denigre alguém, seja mulher ou homem.”

Outro assunto importante comentado pelo cantor foi o cuidado ao compor músicas.

“Acho que você tem que ter cuidado com a linguagem; isso tem seus limites. Mas o que não podemos fazer é procurar por conflito, porque a liberdade também deve existir. Eu defendo a igualdade, mas dentro de um contexto coletivo, não de um lugar extremo onde dizer “apreriétame las manos” já é uma canção machista. Mas há, literalmente, letras denegrindo a mulher e, obviamente, não sou a favor.  Vivemos em uma sociedade curiosa, porque denunciamos letras sexistas que consumimos. É um paradoxo difícil.”

Além disso, Pablo contou um pouco sobre a pausa que fará após o término da turnê pela América Latina.

Estou querendo parar, não sei quanto tempo. Eu quero terminar os shows e voltar a hibernar, mesmo que seja um tempo. Eu tenho muitas ideias e para isso é necessário pisar no freio novamente.”

Vale lembrar que a última pausa feita pelo cantor, em 2015 durou 2 anos. Mas o espanhol garante que dessa vez será uma pausa diferente.

“Espero que não. Mas desta vez será diferente: quero pisar com calma, não de repente ou com medos, ou qualquer outra coisa. Eu aprendi a dizer não para a pressa”, contou.

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