Daniel Drexler é convidado especial para lançamento de filme em São Paulo

Daniel Drexler é convidado especial para o lançamento do filme “A Linha Fria do Horizonte” no IN-EDIT~BRASIL – Festival Internacional do Documentário Musical.

No dia 6 de maio, às 20h será lançado em São Paulo o documentário “A Linha Fria do Horizonte”, dentro da Competição Nacional do In-Edit-Brasil 6º Festival Internacional do Documentário Musical. Além da exibição do filme o evento receberá a participação especial do artista uruguaio Daniel Drexler, um dos protagonistas do filme, para bate-papo com Luciano Coelho (diretor do documentário) e pocket show especial, após a exibição do filme no MIS – Museu da Imagem e do Som.

Daniel Drexler possui cinco CD’s editados, “MAR ABIERTO“, quinto disco do artista foi concebido sob dois signos: o clássico disco Kind of Blue, de Miles Davis, as ideias do pensador polonês Zygmunt Bauman sobre a “modernidade líquida”. Recebeu o principal prêmio da música latino-americano, o Prêmio Gardel de Melhor Disco do Ano de Autor e integrou a lista dos 10 melhores discos de 2013,segundo a critica brasileira, espanhola, argentina e uruguaia, além de estaque na Revista Rolling Stone Brasil, e em outros veículos de comunicação da América Latina, México e Estados Unidos.

A turnê “Daniel Drexler MAR ABIERTO” estreou em dezembro de 2012 em Buenos Aires e desde então já percorreu mais de 7 países, com destaque para turnê que percorreu 5 capitais brasileiras, na Espanha, em 20 cidades, além de apresentações nos Estados Unidos, México, Costa Rica, Argentina e Uruguai.

Neste ano Daniel Drexler realiza a gravação de seu primeiro DVD, além da turnê que retorna para turnê no Uruguai, Argentina, Espanha, México e Brasil. No primeiro semestre de 2015 inicia as gravações de seu próximo disco.

Maiores informações sobre o filme ” A Linha Fria do Horizonte”

 

“A Linha Fria do Horizonte” leva o espectador a uma viagem pela região do Rio da Prata que se estende por três países: Brasil, Uruguai e Argentina. O percurso revela as relações entre a paisagem e o clima do espaço platino com a obra de cerca de vinte cancionistas. O filme é composto por entrevistas, interpretações musicais, trechos de shows e imagens da paisagem da região compreendendo as reflexões:

Sul do Brasil: A Estética do Frio

 

Vitor Ramil, aos vinte e quatro anos e após o êxito de seu primeiro disco lançado em 1981, trocou Porto Alegre pelo Rio de Janeiro, e viveu por cinco anos em Copacabana, praia símbolo do verão brasileiro. O compositor e cantor situa nesta época o marco inicial deste pensamento sobre a necessidade de uma Estética do Frio. Em um mês de junho ele assistia na televisão cenas do carnaval fora de época no nordeste do Brasil em que uma multidão seminua dançava atrás de um trio elétrico. Refletiu sobre como aquele tipo de festa não o motivava e encontrou conforto no mesmo telejornal que mostrava imagens do frio chegando ao sul. Enquanto o âncora do telejornal narrava as cenas do frio no sul como se aquela paisagem fizesse parte de outro país, Vitor Ramil desejou estar em sua terra.

“Precisamos de uma estética do frio, pensei. Havia uma estética que parecia mesmo unificar os brasileiros, uma estética para a qual nós, do extremo sul, contribuíamos minimamente; havia uma ideia corrente de brasilidade que dizia muito pouco, nunca o fundamental de nós. Sentíamo-nos os mais diferentes em um país feito de diferenças. Mas como éramos? De que forma nos expressávamos mais completa e verdadeiramente? O escritor argentino Jorge Luis Borges, que está enterrado aqui em Genebra, escreveu: a arte deve ser como um espelho que nos revela a nossa própria face. Apesar de todas as nossas contrapartidas frias, ainda não fôramos capazes de engendrar uma estética do frio que revelasse a nossa própria face”.

Vitor Ramil em “A Estética do Frio – Conferência de Genebra”

 

Uruguai: O Templadismo

 

O uruguaio Daniel Drexler colocou suas reflexões no papel em alguns textos em que fala de uma estética denominada “Templadismo”, nome que faz referência ao clima temperado. O irmão mais velho de Daniel, Jorge Drexler, também compartilha a reflexão. Graças à premiação do Oscar de melhor trilha sonora pela música Al outro lado del rio, do filme Diário de Motocicletas, do diretor Walter Salles, Jorge visibilizou um movimento já em intenso intercâmbio musical, entre artistas brasileiros, uruguaios e argentinos.

“Si tuviera que definir el templadismo en pocas palabras, te diría que es una especie de marco teórico para la creación (en mi caso de canciones) desde la cuenca del río de la plata. No pretende ser un movimiento, ni una secta críptica, ni mucho menos. En todo caso sería un movimiento “de hecho” ya que con varios creadores como Kevin Johansen, Carlos Casacuberta, Jorge, Fernando Cabrera, Vitor Ramil, me encontré de una forma natural, en un punto de gran coincidencia estética e ideológica, aunque en el fondo no sé si todos ellos se sienten en coincidencia con cada uno de los otros. La búsqueda por definir esa coincidencia está viniendo después. En realidad la presión por irlo definiendo, se da de afuera hacia adentro, porque varios periodistas empezaron a citar al templadismo y a preguntar de que se trataba. Nunca hubo una reunión donde decidiéramos lanzar -por ejemplo un manifiesto-. Todo está pasando de forma natural, en charlas de a dos o de a tres y la verdad que no interesa si tal colega o tal otro pertenece o no. El templadismo es una fuente abierta para el que quiera acercarse a beber, para el que quiera integrarse al debate.” Daniel Drexler

Trailer:

 

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